
A vida que quer viver
Eu e você
Dois versos de uma estrofe
Dois poemas do ser
Crescemos ouvindo
Músicas em mi e acordes em si
Dando os primeiros passos
Em meio a descompassos
Revoluções passaram
Homens lutaram pelos filhos do futuro
Eu cresci e não me senti a vontade
Os homens cinzas me mostraram sua verdade
Eu pensava:
Qual minha contribuição para esse mundo?
Era hora de cantar minha canção e sair do escuro
É hora de mostrar o tanto que posso ser
O menino mítico e racional
Uma pessoa plena
Que pendura fotografias num varal
Tantos homens dizem que é impossível
Quantos presos ao mal
É hora de homens demasiadamente humanos
Mostrar que o invisível é essencial
É tempo de luta
Não com arma e punhal
Mas com a conviccão do coração
E o espírito guiado por um ideal
Homens do mundo
Corações em pranto
É na angustia e inquietude
Que posso lhes cantar:
O encanto está em algum canto!
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